terça-feira, 6 de outubro de 2009

Costumes Pantaneiros
Alimentação
O pantaneiro tem hábito de acordar muito cedo, para as lidas dos seus afazeres, como por exemplo: a lidade dos seus animais na grande planície da sua região. No seu alimento matutino, logo na manhã antes de ir a lida, tem o hábito de se alimentar muito bem. Esse hábito tem o nome de quebra-torto, que é praticamente um café reforçado, com pão, arroz com carne sêca, café e outras delícias proporcionadas pela vasta planície.
O Tereré Herdado da tradição guarani, o Tereré é uma bebida servida em cuia, com erva-mate e água gelada. É bastante consumido pelos pantaneiros, principalmente antes do meio dia, depois da realização do trabalho matutino. Também se toma o tereré a tarde e antes da noite, quase sempre em rodas de conversas entre famílias, peões ou amigos. Esse costume também chegou nas cidades pantaneiras, locais onde as pessoas se reúnem nas calçadas para “jogar uma conversa fora” e se refrescar com a bebida. Em outras regiões, como no Oeste do Paraná, ele é tomado com refrigerante, mas o tereré original é composto apenas por erva-mate e água natural.
O sarrabulho é uma unanimidade em Corumbá é um prato de alto teor calórico que poucos sabem preparar. O prato é de origem portuguesa e tornou-se popular no Nordeste e também em Corumbá. No norte de Portugal é preparado com miúdos de porco ou cabrito. Aqui, talvez pela atividade pecuária e abundância do produto, se fez a opção pela carne de bovinos, deve ser servido com arroz branco e mandioca cozida. Ingredientes para o preparo: fígado, rins, coração e carne moida.
Urucum é uma semente de coloração avermelhada, que vem do tupi uru-ku, significa vermelho, conhecida popularmente por Urucum, urucu, açafroa, colorau, nome cientifico, da família botânica Bixáceas, serve como tempero e corante de alimentos. É muito utilizado na culinária pantaneira em preparos de peixes, jacarés e caldo de piranha, os índios sempre usaram para pintar o corpo em suas comemorações festivas e com isso, se defender contra picadas dos mosquitos.
Jacarés são répteis bem adaptados ao meio ambiente e dominam ainda hoje muitos habitats. Ao contrário do que se pensa o jacaré não é lento, se for melindrado ou estiver preste a dar o bote, adquire velocidade impressionante. Dentro da água, seu ataque é geralmente mortal, já que é um exímio nadador. Os jacarés do Pantanal são diferentes dos da Amazônia. O do Pantanal mede até 2,5m e se alimenta de peixes e é quase inofensivo ao homem. Enquanto o da Amazônia é um pouco maior (quase 6 metros) e ataca quando ameaçado. Sua carne é comestível, a parte mais nobre do corpo do animal que é aproveitada é o rabo. É uma carne branca e consistente. Lembra muito a carne de frango, mas tem um leve sabor de carne de peixe de água doce. Pode ser servida frita ou ensopada como os peixes.
• Caldo de piranha Pantaneiro As piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios do pantanal e demais regiões brasileiras, existem 3 espécies de piranha no Pantanal e elas podem ser perigosas. Por isso, em local onde se costuma limpar peixes não é aconselhável mergulhar, pois ela poderá mordê-lo por engano. A piranha também pode morder depois de morta. Seus dentes afiados podem cortar carne e até osso num movimento brusco. Na região do Pantanal sua carne é utilizada para se fazer o famoso Caldo de Piranha. Como preparar o caldo: Limpe as piranhas, deixe-as com a cabeça e tempere-as com o limão, a cebola, o alho, o cheiro-verde, o sal e a pimenta. Deixe repousar por 1 h. Esquente o óleo, frite as piranhas por alguns minutos com todos os temperos, adicione o pimentão e o tomate, junte o extrato de tomate e a água, tampe a panela e deixe ferver. Após 1 h , verifique se o tempero está bom. Coe numa peneira grossa e sirva.
O arroz carreteiro é uma comida muito conhecida no estado de Mato Grosso do sul e na região do Pantanal, e foi herdado de peões vindos do sul do pais, onde o Arroz de Carreteiro é tão típico como o churrasco. O carreteiro é uma refeição feita geralmente nas estradas e acampamentos por peões que levam o gado de uma região para outra permanecendo muitas vezes vários dias fora de casa e levam em suas bagagens a carne de sol ou resto de churrasco onde depois de picar essa carne a preparam com arroz e tempero a gosto, alguns carreteiros (motoristas de caminhões) também têm o costume de fazer o arroz carreteiro por ser uma refeição de fácil preparo nas estradas. Ingredientes (1 kg de charque, 1 kg de arroz, 2 cebolas, 4 dentes de alho)

5 comentários:

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  2. Essa matéria sobre costumes pantaneiros, me fez retornar no tempo e lembar de dois grandes mestres pantaneiros na arte de cozinhar. Seu Domingos, que nos anos 50/60, viveu na região do abobral, mais precisamente na Fzda São José, que ficava proxima à antiga Fzda Santa Delfina, hoje Pousada Xaraés. Era um grande especialista em assados com recheio de farofa de banana, principalmente caças, como cutía e leitão de porco monteiro. Já o Sgt Brasílio de Souza Papa, meu velho companheiro de caserna em Forte Coimbra nos anos 60/70, era um verdadeiro especialista na confecção de iguarías como o SARRAVULHO(sarrabulhos para alguns), por exemplo. Me lembro bem, que durante as festas juninas lá na vila de Coimbra, ele armava sua barraquinha confeccionada com palhas de acurí e servia à comunidade, porções dessa iguaria, com acompanhamento de mandióca amarela cozida. A pimenta era a gosto. Bom demais! Muita saudade desse dois pantaneiros!!! Olá Maria Clara! Sobre a palavra LIDAS: Tá certo! De acordo com o dicionário AURÉLIO; LIDAS significa labutas; trabalhos; tudo aquilo que realizamos em nosso dia a dia...

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  3. amei essa materia esse texto e muito legal

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